
Saúde sexual: prevenção e informação sobre ISTs
As Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) representam um importante desafio de saúde pública no Brasil e no mundo. Elas são transmitidas, principalmente, por meio de relações sexuais sem proteção, podendo afetar pessoas de todas as idades, gêneros e classes sociais. Muitas ISTs evoluem de forma silenciosa, o que dificulta o diagnóstico precoce e aumenta o risco ...
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As Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) representam um importante desafio de saúde pública no Brasil e no mundo. Elas são transmitidas, principalmente, por meio de relações sexuais sem proteção, podendo afetar pessoas de todas as idades, gêneros e classes sociais. Muitas ISTs evoluem de forma silenciosa, o que dificulta o diagnóstico precoce e aumenta o risco de complicações.
A falta de informação e o preconceito ainda são grandes obstáculos no enfrentamento dessas infecções. Por isso, a conscientização, o acesso aos exames e o tratamento adequado são fundamentais para reduzir a transmissão e preservar a saúde individual e coletiva.
O que são as ISTs?
As Infecções Sexualmente Transmissíveis são causadas por vírus, bactérias ou outros microrganismos que passam de uma pessoa para outra, principalmente durante o contato sexual sem o uso de preservativos. Entre as ISTs mais conhecidas estão HIV/Aids, sífilis, gonorreia, clamídia, HPV, herpes genital e hepatites virais.
Nem sempre as ISTs apresentam sinais ou sintomas visíveis. Em muitos casos, a pessoa pode estar infectada e não perceber, transmitindo a infecção sem saber. Essa característica silenciosa reforça a importância da testagem regular, especialmente para quem mantém vida sexual ativa.
Formas de transmissão
A principal forma de transmissão das ISTs ocorre por meio de relações sexuais desprotegidas, sejam elas vaginais, orais ou anais. O contato com fluidos corporais contaminados, como sangue, sêmen e secreções vaginais, facilita a disseminação dos agentes infecciosos.
Além do contato sexual, algumas ISTs podem ser transmitidas da mãe para o bebê durante a gestação, parto ou amamentação, caracterizando a transmissão vertical. O compartilhamento de seringas ou objetos perfurocortantes também representa risco, especialmente para infecções como HIV e hepatites virais.
Principais sintomas e sinais de alerta
Os sintomas das ISTs variam conforme o tipo de infecção, mas alguns sinais devem acender o alerta. Corrimentos anormais, feridas ou verrugas na região genital, coceira, ardor ao urinar, dor durante a relação sexual e sangramentos fora do período menstrual estão entre os sintomas mais comuns.
No entanto, a ausência de sintomas não significa ausência da infecção. Muitas ISTs permanecem assintomáticas por longos períodos, podendo causar complicações como infertilidade, problemas neurológicos e aumento do risco de transmissão do HIV. Por isso, a avaliação médica e os exames periódicos são indispensáveis.
Diagnóstico e exames laboratoriais
O diagnóstico das ISTs é feito por meio de avaliação clínica e exames laboratoriais específicos, como testes rápidos, exames de sangue, urina e coleta de secreções. Esses exames permitem identificar a infecção mesmo quando não há sintomas aparentes.
A realização do diagnóstico precoce possibilita o início imediato do tratamento, reduzindo as chances de complicações e de transmissão para outras pessoas. O acompanhamento médico também é importante para orientar sobre o tratamento do parceiro ou parceira, quando necessário.
Prevenção: a principal forma de proteção
A prevenção é a estratégia mais eficaz no combate às ISTs. O uso correto e consistente do preservativo masculino ou feminino em todas as relações sexuais é a principal forma de proteção contra a maioria das infecções.
Outras medidas importantes incluem a vacinação contra HPV e hepatite B, a realização periódica de exames e o diálogo aberto com parceiros sobre saúde sexual. Informação e responsabilidade são aliados fundamentais para uma vida sexual saudável e segura.
Tratamento e qualidade de vida
O tratamento das ISTs depende do tipo de infecção. Algumas podem ser curadas, como sífilis, gonorreia e clamídia, enquanto outras, como HIV e herpes, não têm cura, mas podem ser controladas com acompanhamento médico adequado.
Com o tratamento correto, é possível manter qualidade de vida, reduzir sintomas e evitar a transmissão. Procurar uma Unidade de Saúde ao primeiro sinal de suspeita é essencial para garantir cuidado, orientação e proteção para si e para os outros.

