Setembro Verde: informação e diálogo podem transformar vidas por meio da doação de órgãos
Blog

Setembro Verde: informação e diálogo podem transformar vidas por meio da doação de órgãos

O mês de setembro é dedicado, em todo o país, à conscientização sobre a doação de órgãos e tecidos. Conhecido como Setembro Verde, o período busca ampliar o conhecimento sobre o tema, combater dúvidas e incentivar uma conversa fundamental dentro das famílias. A campanha tem como principal data o dia 27 de setembro, quando é ...

anacliadm

anacliadm

Autor

27 Set 2026
3 min de leitura
Compartilhar:

O mês de setembro é dedicado, em todo o país, à conscientização sobre a doação de órgãos e tecidos. Conhecido como Setembro Verde, o período busca ampliar o conhecimento sobre o tema, combater dúvidas e incentivar uma conversa fundamental dentro das famílias. A campanha tem como principal data o dia 27 de setembro, quando é celebrado o Dia Nacional da Doação de Órgãos e Tecidos, instituído pela Lei Federal nº 11.584/2007.

A data reforça uma mensagem simples, mas importante: quem deseja ser doador precisa conversar com a família sobre essa decisão. Um gesto de solidariedade pode representar uma nova oportunidade de vida para pessoas que aguardam por um transplante.

Um gesto que pode salvar vidas

Podem ser transplantados órgãos como rins, fígado, coração, pulmões, pâncreas e intestino, além de tecidos como córneas, pele, ossos, tendões e valvas cardíacas. Um único doador pode salvar até oito vidas, dependendo das condições clínicas e dos órgãos que possam ser aproveitados.

A doação após a morte pode ocorrer principalmente em casos de morte encefálica, quando há perda completa e irreversível das funções do cérebro, confirmada por critérios médicos e legais. Também existem doações de tecidos após para cardiorrespiratória.

No Brasil, a doação de órgãos após a morte depende da autorização da família. Por isso, quem deseja ser doador deve conversar com familiares e deixar clara essa vontade. Mesmo que a pessoa nunca tenha falado sobre o assunto, a família pode autorizar a doação, e conhecer previamente esse desejo pode ajudar na decisão em um momento de luto.

A doação também pode acontecer em vida. Pessoas consideradas aptas podem, em determinadas situações, doar um dos rins, parte do fígado, parte do pulmão ou células da medula óssea, desde que o procedimento não comprometa a própria saúde. A doação segue critérios médicos e legais, e o potencial doador passa por avaliação para garantir sua segurança.

Fila de transplantes e a importância da informação

Quem precisa de um transplante passa por avaliação em um serviço especializado e, quando há indicação, é inscrito na lista de espera do Sistema Nacional de Transplantes (SNT). A distribuição dos órgãos não ocorre simplesmente pela ordem de chegada: são considerados critérios como compatibilidade, condições clínicas e características específicas de cada transplante.

A informação também é fundamental para combater mitos. A comercialização de órgãos é crime no Brasil, e todo o processo de doação e transplante é realizado dentro de um sistema regulamentado. A autorização da família também não significa que todos os órgãos serão retirados. Cada caso é avaliado por equipes especializadas, que verificam quais órgãos e tecidos podem ser aproveitados com segurança.

Falar sobre doação é falar sobre vida, solidariedade e esperança. Por isso, a conversa não precisa esperar até setembro. Se você deseja ser doador, conte à sua família. Deixar essa vontade clara pode fazer toda a diferença e transformar um momento de despedida em uma oportunidade de vida para alguém que espera por um transplante.

anacliadm

Sobre anacliadm

Equipe Anacli

Comentários

Cuide da sua saúde com a Anacli

Agende seus exames de forma rápida, segura e com resultados confiáveis